26/01/2009
A Regra de Ouro
O mais interessante é que parece que muitos artistas, principalmente os autodidatas nasceram sabendo esta regra. A divisão proporcional, o peso de uma imagem, contraste, perspectiva. Tudo engloba a proporção áurea de alguma forma. A aplicação dessa regra na área visual chama-se Gestalt.
Esse conhecimento de como realizar belos trabalhos apenas usando umas poucas regras teria sido mantido em segredo pela maçonaria para que apenas seus membros pudessem realizar belas obras e assim serem louvados, aumentando o misticismo em torno de suas capacidades intelectuais, fazendo com que povos ignorantes temessem ou admirassem os maçons.
O símbolo maçom mais conhecido é o esquadro com o compasso. Ferramentas usadas por arquitetos e engenheiros. Outros são a estrela de cinco pontas e as colunas. Ambos vistos no vídeo do Pato Donald!
A civilização grega, berço da cultura ocidental já construia suas colunas, templos e monumentos baseados nesse conhecimento. Nessa pérola resgatada no Youtube há um documentário da TV Cultura que mostra exatamente isso.
As grandes obras, as grandes frases, as grandes idéias e principalmente os grandes homens estão calcados em princípios simples e verdadeiros.
18/01/2009
Voltei a blogar!
Depois de um enorme tempo sem blogar, resolvi passar por aqui pra contar as novidades.Fico vendo meninas de classe média em torno de 16 anos aqui perto de casa se relacionando apenas com os garotos do morro. (Para os incautos desavisados no Rio de Janeiro é tudo misturado e colado mesmo).
Nenhum daqueles garotos da mesma turma delas têm coragem de abordar. A porta dos colégios particulares vive assolada de pseudo favelados marrentos, burros, porém com uma iniciativa e cara-de-pau (é assim mesmo depois da reforma?) de fazer inveja a qualquer Hitchie.
Eles levam todas para si, enquanto o papo dos meninos da escola é apenas Playstation...
Uma dúvida assola minha mente. Por Quê será que as mulheres sentem tanta atração pelos canalhas? Aquele sujeito que justamente deveriam ser o último que seriam procurados para algo, acabam sempre sendo os primeiros.
Durante toda a minha infância e juventude (ate uns 19 anos) fui orientado a ser respeitoso e não avançar o sinal com as meninas. Ser fiel e me dedicar a uma menina só. Não sair colocando a mão no peitinho assim logo de cara. Muitos outros homens que tiveram uma orientação exatamente inversa acabaram comendo o dobro de garotas que eu.
É ilógico! Non-Sense total! Mas a natureza feminina é assim. Mulheres não usam a razão para tomar decisões, apenas a emoção. Um homem declaradamente cafajeste é aquele capaz de despertar fortes emoções. tem iniciativa e sabe exatamente dizer as coisas que elas quererm ouvir.
Então meu amigo, eu desenvolvi um pequeno manual para você deixar de ser um loser, largar o PlayStation e começar a pegar algumas meninas.
1 - Postura. Não seja nem demonstre ser um cara chato sem assunto. Demonstre sempre alegria e bem-estar tanto em sua postura como nos assuntos.
2 - Conversa. Evite assuntos banais como faculdade/escola, trabalho, família. Um milhão de outros caras já abordaram elas assim. Procure um assunto onde vocês possam ter afinidade e se aprofunde nele.
3 - Seja metido, mas não seja escroto. Se você pode se orgulhar do que você é, use isso a seu favor.
4 - Seja Divertido, mas não seja palhaço. Mulheres gostam de rir, mas odeiam palhaços.
07/09/2008
O parto de uma Nação
A imagem ao lado, da mulher de seios nus indicando o caminho para qual os homens devem seguir foi pintada por Delacroix e representa a Revolução Francesa. O quadro se chama: A liberdade guiando o povo.
O momento atual me faz lembrar exatamente o que ocorreu. O novo dando lugar ao velho, arcaico,um Brasil autoritário, personalista e centralizador para um Brasil moderno, com uma justiça impessoal e uma sociedade desligada de preceitos do passado que só nos fizeram andar em círculos.
Leia o texto abaixo para entender.
O parto de uma Nação
por Luis Nassif
É extraordinário o que estamos testemunhando nesses tempos de Satiagraha: é o parto de uma Nação.
Haverá ainda muita frustração pela frente, muita sensação de impotência, muito ceticismo se o país conseguirá ser alçado à condição de Nação civilizada. Mas a marcha da história é inevitável.
Está-se em plena batalha da legalidade contra o crime organizado. Os jovens juízes, procuradores, policiais que ousaram arrostar décadas de promiscuidade estão no jogo. Se eventualmente forem calados agora, a decepção geral será o combustível para a reação de amanhã.
O país está submetido a duas forças que caminharam em paralelo mas, agora, começam a colidir.
Uma delas, a consolidação de valores republicanos – não necessariamente de práticas - como a impessoalidade no trato da coisa pública, a transparência cada vez maior, movimento acelerado pelo advento de novas tecnologias de informação, a reação contra a impunidade.
Ao mesmo tempo, tem-se um país institucionalmente refém de desequilíbrios enormes. A falta de transparência do ciclo que se esgota abriu espaço para amplos abusos em todos os poderes – Executivo, Legislativo, Judiciário e mídia, grande capital.
Criou-se uma enorme Nação de rabo preso em um momento em que a disseminação de valores e de tecnologia definia novos níveis para a transparência.
Ao mesmo tempo, o mundo (e o Brasil) ingressou em um ciclo de financeirização que permitiu a expansão ampla do crime organizado. Descrevo em detalhes esse processo no meu livro “Os Cabeças de Planilha”. Já tinha descrito esse modelo no meu “O Jornalismo dos anos 90”, no capítulo referente à CPI dos Precatórios.
A falta de regulação e controle nos mercados, a existência de paraísos fiscais, a complacência das autoridades reguladoras (e da mídia) criaram uma imensa zona cinzenta onde se misturou a contravenção fiscal com a corrupção política, a simbiose de “figuras notáveis” com o crime organizado. A falta de um regramento adequado e de instituições que combatessem os abusos, permitiu essa promiscuidade ampla.
Esse é o nó.
Agora, as instituições estão aí. Mas há um pesado passivo que não interessa a muitos que venha à tona. O resultado dessa batalha de transição é que definirá os rumos do país: se submetido aos limites da lei; ou do crime organizado.
Os novos atores
Aí entram dois atores. O primeiro, a mídia.
Já escrevi várias vezes sobre o tema, e volto a ele. Nesse ambiente promíscuo, parte da mídia passou a se valer da denúncia não como um instrumento de melhoria dos hábitos econômicos e políticos, mas como instrumento seletivo de poder. O esgarçamento dos critérios jornalísticos abriu espaço para os abusos que, agora, chegam a um ponto de alto risco para imagem da mídia.
Nesse movimento, papel essencial foi desempenhado pela diretoria de redação da Veja. Graças ao seu amadorismo, conduzindo uma operação de alto risco – os pactos com Daniel Dantas - escancarou um modelo que, em mãos mais hábeis, levaria mais tempo para ser percebido.
O segundo ator são os órgãos de repressão ao crime organizado, que surgem no início dos anos 90 e se consolidam a partir da gestão Márcio Thomaz Bastos no Ministério da Justiça.
A maior parte do dinheiro do crime organizado transita pelo mercado financeiro, através de operações esquenta-esfria, de doleiros, de esquemas em paraísos fiscais, um universo intrincado que passa ao largo da compreensão do cidadão comum.
Tenho muito orgulho em ter contribuído de alguma maneira para preparar esse terreno para o combate ao crime organizado.
No início dos anos 90 passei análises sobre o mercado financeiro para o juiz Walter Maierovitch, o primeiro brasileiro a estudar seriamente o fenômeno do crime organizado.
No início de 2003, a convite de Márcio Thomaz Bastos dei uma das duas palestras de abertura do Seminário que ocorreu em Pirinópolis, juntando Ministério Público Federal, Polícia Federal, COAF, Banco Central, Secretaria da Receita Federal. Juntei as informações e análises que tinha coletado na cobertura da CPI dos Precatórios e dos esquemas de doleiros – que serviram de base para meu livro.
Surpreendi-me ao me dar conta da extensão do trabalho que se propunha, essa integração necessária entre os diversos órgãos, a busca de ferramentas de análise, de equipamentos de monitoração, o entusiasmo dos jovens funcionários públicos e as figuras mais velhas, respeitáveis, de Cláudio Fontelles, Paulo Lacerda e Márcio Thomaz Bastos.
Montou-se a organização, preparam-se os funcionários públicos e lhes foi conferida uma missão. E eles passaram a seguir o manual. Institucionalizava-se o combate ao crime organizado. E, institucionalizado, passava a se tornar, também, impessoal. Assim como em nações civilizadas, não havia mais intocáveis a serem preservados.
Nesse momento, deu-se o choque com o Brasil velho.
O choque do antigo
No início havia convivência estreita entre os dois poderes: a nova estrutura de repressão ao crime organizado e a mídia.
Houve muitos abusos, sim, invasão de escritórios de advocacia, vazamento de peças do inquérito. É possível que abusos continuem a ser cometidos. Mas tudo era suportado, defendido pela mídia, na condição de aliada preferencial, tendo acesso aos “furos” e blindagem contra abusos.
A convivência prosseguiu enquanto órgãos de mídia entendiam que a aliança lhes garantia salvo-conduto. Explodiu quando se revelou a extensão da Operação Satiagraha.
Aparentemente, a Operação Satiagraha flagrou quatro grupos envolvidos com o crime organizado: advogados, juízes, políticos e jornalistas/empresas jornalísticas. O que se pretende, agora? Julga-se ser possível varrer o processo para baixo do tapete? Em plena era da Internet, dos blogs, dos sites, do e-mail, julga-se ser possível passar em branco essa monumental manipulação das informações que se vê agora?
O jogo está no fim. Daqui para diante será esperneio. Continuarão assassinando reputações, promovendo factóides, manipulando ênfases. É possível que destruam Paulo Lacerda, Protógenes, De Sanctis e todos os que ousarem enfrentar esse tsunami. Mas não conseguirão parar a história.
Desse lamaçal, vai emergir uma nova mídia, uma reavaliação na qual os jornais sérios entenderão, em algum momento, que não dá mais para se envolver até o pescoço por uma solidariedade corporativista com os que transigiram.
E não adianta tentar transformar essa guerra em um Fla x Flu, Lula x oposição, PSDB x PT. Não cola. É uma briga da lei contra o crime organizado. Há que se definir limites para evitar abusos. Mas o que está em jogo é a tentativa de desmonte dessa estrutura.
Apostar que serão bem sucedidos, será apostar no atraso, na falta de leis, na manutenção dos abusos da mídia e dos grampos ilegais, no império do crime organizado, na promiscuidade entre poderes.
É esse o país que vamos entregar para nossos filhos? É evidente que não.
30/08/2008
Escritórios de Portas Abertas
A PUC novamente lidera as iniciativas em prol do reconhecimento e do desenvolvimento do Design.As empresas que mais têm crescido são as que estão investindo tanto em design quanto em sustentabilidade. Um belo exemplo é a Samsung.
Depois da realização da feira industrial que reuniu três feiras em uma, o Governo do Estado resolveu entrar nesta parceria.
Mas a melhor notícia é que não apenas a PUC, mas também a UERJ está nessa empreitada. Ela têm o melhor curso de design de produto do Brasil, e uma biblioteca fantástica com um acervo de milhares de livros de arte e design de todo o mundo. (Esta biblioteca ainda fica de muro colado com a escola de música da UFRJ. Fazer uma pesquisa ao som de um violino ou arpa é uma experiência indescritível).
A ESDI foi fundada diretamente pelos pioneiros da Bauhaus fugidos da perseguição nazista. Ela se tornara até a década de 60 o pólo nacional de orientação a nova produção industrial brasileira.
22/08/2008
Google fazendo contas

17/08/2008
Não dá para reinventar a roda - "A tal VJ Times"
A alguns dias atrás, a equipe de designers da VEJA apresentou algumas mudanças no projeto gráfico da revista, para finalmente resgatar a publicação da década de 80.
O resultado vocês podem verificar nas bancas. Ou não.
Segundo o responsável pelo projeto, o diretor de arte Carlos Nery, a maior alteração ficou a cargo da tipografia: para substituir a descolada Times New Roman, utilizada pela revista há quase 500 anos, a equipe 'projetou' uma NOVA versão da Times (isso mesmo) batizada internamente de VJ Times.
As alterações consistiram basicamente em torná-la menos legível - apesar do diretor de criação ter argumentado justamente o oposto na apresentação oficial do projeto.
Com o intuito de socar mais informação na página da revista, o designer condensou levemente a Times, reduziu suas hastes ascendentes, aproximou os acentos das letras e tornou a fonte levemente mais fina.
Apesar de achar o veículo de informação em questão desprezível (e o Mainardi um completo débil mental) meu espírito de porco falou mais alto, e após ler meia dúzia de críticas sobre o projeto numa outra lista de discussão, calcei o chinelo e me dirigi imediatamente a uma banca de jornal para verificar o que havia sido feito e encontrar divertidas formas de contrariar os outros.
Mas foi impossível. :)
Além de 'atualizar' a Times com a Times Tabajara, o designer parece ter feito tudo que não devia pra deixar a revista um pouco pior. São alterações milimétricas, mas que milimetricamente conseguem foder os culhões do leitor, cansando-o por tornar a leitura ainda mais cansativa - não bastando o conteúdo das matérias e o posicionamento ideológico da revista, parecido com as opiniões daquele seu vizinho reacionário que lamenta o fim da ditadura.
A redução nas ascendentes tornou o contorno das palavras mais sutil e seu reconhecimento imediato mais tortuoso; os acentos estão perigosamente colados nas letras - criando a olhos desatentos caracteres de compreensão duvidosa (ver 'ô'). A redução nas ascendentes causou ainda uma aproximação (intencional) entre as linhas da página, socando a informação e prejudicando o alívio da mancha de texto - proposto de forma antagônica na diminuição da espessura das letras. Essa redução no peso não foi uma atitude muito inteligente, na medida em que uma impressão em rotogravura exige letras mais resistentes, com serifas e hastes sólidas para suportar uma imagem naturalmente pontilhada.
Fotos retiradas com o auxílio de um conta-fios podem ser vistas nesse link (cortesia de Mario Amaya):
alt="Chega a doer os olhos" http://marioav.nadamelhor.com/blog/0808/080804-veja/
As fotos estão muito aproximadas e o melhor é ver a revista na banca. Nessa situação em um primeiro momento nada é percebido, mas com um olhar mais atento é possível reparar que a leitura está sutilmente mais difícil.
Ao que parece, a Franklin Gothic dos títulos também sofreu alguma alteração - nos mesmos moldes Tabajara (e com os mesmos objetivos) do que foi feito com a Times.
Para retirar a dúvida, vale comparar a revista VEJA com a concorrente Época, que recentemente também passou por uma reforma gráfica. No lugar de redesenhar a tipografia nos fundos do quintal, os designers escolheram para a publicação a excelente Stag, do type designer Christian Schwartz e deixaram o projeto bem melhor.
Não se assuste se encontrar inúmeros elogios a equipe de tipólogos (sic) na sessão de cartas: é praxe ver políticos e baba ovos profissionais jogando confete na equipe editorial por qualquer coisa - principalmente no que puder fazer o conteúdo das matérias se tornar ainda mais obscuro.
Ver para crer.
10/08/2008
Brasil Campeão na Internet
Essa reportagem de Carta Capital é a melhor leitura do que de fato vêm ocorrendo na internet brasileira. Explica sem usar uma linguagem imbecil desde o fenômeno das lan houses, as cidades digitais e até o tal jeitinho brasileiro de usar a internet, jeitinho positivo vale ressaltar.Mostra o lado construtivo da rede como o caso do mendigo que baixava apostilas pela internet numa biblioteca pública e acabou passando num concurso para o Banco do Brasil, e não aquela coisa de antro de pedofilia ou destruidor de casamento.
Uma reportagem como essa era extremamente necessária num momento em que a web é crucificada como centro de todos os males do mundo. A internet é um reflexo do mundo exterior pois é feita de pessoas que usam máquinas.
Ressalta ainda que o maior entrave ainda é o alto custo da banda larga, quase 400 vezes mais caro que no Japão e propõe uma discussão sobre como baratea-la. Imperdível!
04/08/2008
Sistemas de Navegação "Touchscreen"
Isso é Touchscreen! Fiquei quase uma tarde na AppleStore na FNAC do BarraShopping fuxicando o iPhone sob os olhos de "-Ou compra vai embora seu chato!" da vendedora. Tudo bem que era o antigo, mas o que mais me interessava era o sistema de navegação.
Ele subverte toda a arquitetura da informação como a conhecemos. Os elementos comuns como textos, imagens e boxes podem ser redimensionados do jeito que quisermos. Podemos girar, arrastar e até dar um tapa na tela para ver o "susto" que o elemento toma. O que fazer agora já que a barra de navegação desaparece?
A navegação pode se extender horizontalmente ou verticalmente. Ampliar e mostrar conteúdo hiper-reduzido e então ampliá-lo. Alterar propriedades de cor, luminância, forma e até se transformar em outros elementos.
Num contexto deste, é impossível imaginar que rumo isto vai tomar, aliás pode tomar milhares como é característico da internet.
Tudo muito bonito, tudo muito muderno. Mas e agora para usar o Photoshop? E o esforço braçal? Será que vou terminar o dia feito o Chaplin de tanto apertar os parafusos? Vou sair querendo recortar e colorir tudo que vir pela frente?
Seria maravilhoso se o mundo real tivesse estes comandos. Assim que eu visse um acidente por exemplo, poderia clicar CTRL+Z e evitar que o pior ocorresse. Selecionar algumas pessoas e apertar Mudo, ou quem sabe Delete? Colocar a mao na minha carteira, segurar uma nota e ir clicando infinitamente "Duplicar Elemento".
Pena que não é assim. A tecnologia ja está disponível para PC´s, pena que infelizmente ainda não foi comercializada de forma que seja consumida em massa, mas uns doidos do TechCrunch lançaram o desafio de fazer a parada custar até 200 dólares e foi um dos artigos mais comentados da história do site. O que isto pode render de agora em diante é algo que só o tempo dirá!
29/07/2008
Os caminhos do pensamento criativo
28/07/2008
Bruno Porto na China
Esse cara foi o único que consegiu me reprovar numa matéria em 5 anos de faculdade.
O blog dele está na lista de links ai ao lado.
E lembrar que aqui quem faz o atendimento das agências são aquelas meninas bonitas e burras recém saidas da faculdade de comunicação. Estas agências acreditam que com beleza irão agradar o cliente. As agências de propaganda ou escritórios de design que mais dão certo sãoa queles em que o próprio dono é formado na área e faz essa parte.
Por aqui a maioria dos clientes têm um medo que se desespera de uma ação de marketing mais arrojada. Veneram o tradicional com uma idolatria irracional e esperam que algo venha de fora para ai sim poderem se espelhar. Parte desta situação é causada pela total desconexão de executivosde administração e marketing com qualquer coisa que não lhe seja passado na faculdade. A faculdade é a base de todo conhecimento, mas o mundo globalizado está nos mostrando o valor de aprender com o que contece a nossa volta e não só no meio acadêmico. Para algumas pessoas sair da faculdade significa perder o interesse pelo mundo e possibilidade de não precisarem estudar mais nada.
25/07/2008
O futuro da publicidade em vídeos
Ando meio sem tempo de escrever algumas coisas que eu estou querendo, por isso só estou postando coisas legais que acho que sejam referentes ao blog.
Person of the Year
Pessoa do ano de 2006.Vale a pena recordar.
Você. Sim você.
Você controla a era da informação.
Bem Vindo ao seu mundo.
22/07/2008
A "Cauda Longa" da economia digital
Replicado da Guerrilhapédia.
O livro A Cauda Longa (do original em inglês The Long Tail) foi publicado nos EUA em 2006. E é o resultado de um detalhado estudo desenvolvido por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, no qual analisa as alterações no comportamento dos consumidores e do próprio mercado, a partir da convergência digital e da Internet. Trata-se da teorização de um fenômeno já existente e em virtuosa ascensão na indústria do entretenimento, que tem gerado um movimento migratório da cultura de hits para a cultura de nichos, a partir de um novo modelo de distribuição de conteúdo e oferta de produtos.
Antes da Internet, a oferta de produtos era feita única e exclusivamente através de meios físicos: um produto físico, distribuído através de um modelo de distribuição físico, exposto em lojas físicas, que atendiam os consumidores de determinada região. Nesse modelo, os custos de armazenagem, distribuição e exposição dos produtos são muito altos, o que torna economicamente viável apenas a oferta de produtos populares, para o consumo de massa. E é justamente por isso que crescemos acostumados a consumir um número reduzido de mega-sucessos; pop stars, block busters etc. Um varejista tradicional, que tem custos fixos altíssimos para manter sua loja aberta, não tem espaço nas prateleiras para ofertar um produto que não venda pelo menos algumas dezenas de exemplares todo mês. Essa é a cultura de hit.
Com o surgimento do mundo virtual, estamos cada vez mais transformando em bits o que antes era matéria. E é justamente o rompimento das barreiras físicas que torna possível a criação de modelos de negócios de Cauda Longa, em que a oferta de produtos é praticamente ilimitada, uma vez que os custos de armazenagem e distribuição digitais são infinitamente inferiores. Produtos economicamente inviáveis no modelo de hit encontram no meio digital seus consumidores. Por sua vez, os consumidores que antes tinham acesso a um número reduzido de conteúdos, passaram a ter uma variedade quase que infinita de novas opções. E passaram a experimentar mais, consumir produtos que até então desconheciam. É essa variedade e essa nova experimentação que proporcionam as alterações no consumo tradicional (Não é à toa que a geração da Internet é menos fiel às marcas e mais predisposta a consumir novos produtos).
O que antes era um mercado ignorado, não só passa a ter valor como vem crescendo a cada ano. Peguemos como exemplo o mercado de músicas digitais. Somadas, todas as centenas de milhares de músicas menos populares, de bandas menores ou desconhecidas no mainstream (novos nichos), cujas faixas vendem apenas alguns downloads ao ano na iTunes, já representam um volume de vendas equivalente ao dos poucos hits produzidos para vender milhões de unidades.
Importante destacar que o conceito de Cauda Longa se aplica a praticamente todo mercado, inclusive o mercado de mídia. Com a convergência digital, é muito provável uma reorganização na distribuição da audiência, não apenas por conta de alterações nas características dos meios e na maneira como são consumidos, mas principalmente por alterações no próprio comportamento do consumidor.
No Brasil, a Rain Network criou uma plataforma de comunicação baseada no conceito de Cauda Longa, cuja distribuição digital de filmes para cinema tem aumentado o acesso a conteúdos até então indisponíveis para o consumo no país.19/07/2008
Como montar e espalhar uma farsa na web
Muitos mitos têm aparecido na internet. Desde aquele vídeo do OVNI no Haiti até esta história do fantasma no estúdio. Sendo que este pode soar assustador aos leigos, mas não passa de um efeito bem mole para quem conhece algo de efeitos especiais. Eu trabalho com um programa chamado After Effects que cria efeitos especias e matei na hora a farsa.
O cara pegou uma imagem de uma pessoa, filmou no cromaqui (no original chroma key ou chave de cromos, aqueles fundos verdes que são removidos para a inserção de outro conteúdo) e logo depois aplicou alguns efeitos.
- Isolou a imagem e saturou a coloração para um tom entre o azul e o branco;
- Extrapolou o contraste e aplicou um desfoque (Gaussian Blur);
- Removeu a parte de baixo usando máscaras.
E agora o que fez mais dar na pinta: O "fantasma" não passa por trás do apresentador da direita.
O "fantasma" na timeline do programa está uma camada acima, mas a aparição na cena deve dar a ideia de que ele esta passando por trás. Para fazer iso com perfeição, ele deveria criar uma máscara que repetisse exatamente todos os movimentos de cena e ai sim, cobrisse a imagem do fantasma por alguns segundos. Mas o que acontece é que o fantasma não segue esta trajetoria linear, ele desaparece e reaparece um pouco afastado.
Isso é o que eu chamo de uma frasa preguiçosa.
